Abras: consumo nos lares acumula alta de 2,84% de janeiro a setembro
Produtos da cesta básica tiveram queda de 2,26% em outubro
Produtos da cesta básica tiveram queda de 2,26% em outubro
O consumo nos lares
brasileiros acumula alta de 2,84% de janeiro a setembro deste ano, segundo o
indicador da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em setembro, o consumo
foi influenciado pela queda nos preços dos alimentos e o indicador fechou o mês
em alta de 0,39% ante a agosto.
Na comparação com
mesmo período de 2021, a alta é de 11,19%. Todos os valores são
deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o
vice-presidente Institucional da Abras, Marcio Milan, tendência é
o consumo mais consistente nos próximos meses, “puxado principalmente pelo
aumento do consumo de proteínas e de outros itens que voltaram a fazer parte da
cesta de abastecimento dos consumidores diante da deflação registrada nos
últimos três meses”, afirmou.
Segundo a entidade,
os primeiros nove meses do ano foram marcados por antecipação de recursos, como
o 13º salário de aposentados e pensionistas e a liberação para saque
extraordinário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); fortalecimento
de programas sociais para manter o consumo diante da elevada inflação e a
retomada do emprego formal.
A expectativa da
Abras é que datas importantes do calendário do comércio incentivem ainda mais o
consumo, como a primeira edição do Dia dos Supermercados, marcado para 12 de
novembro, a Copa do Mundo, a Black Friday e as festas de fim de ano.
Preços dos
alimentos
O Abrasmercado -
indicador que mede a variação de preços nos supermercados – acompanhou a
tendência de deflação nos preços dos alimentos no terceiro trimestre (-9,89%) e
registrou, em outubro, queda de -2,26% no preço dos gêneros alimentícios na
cesta composta exclusivamente por alimentos, dentre eles leite longa vida
(-9,91%), óleo de soja (-3,71%), feijão (-3,43%), carne (-0,93%), açúcar
(-0,83%), arroz (-0,53%). O preço médio da cesta passou de R$ 326,96 em
setembro para R$ 319,57 em outubro.
A redução de preços
atingiu ainda outros itens da Cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de
largo consumo, que inclui alimentos (incluindo carnes), bebidas, produtos de
limpeza e itens de higiene e beleza. Esta é a terceira queda consecutiva
verificada este ano. Em agosto, a baixa foi de 2,61%; setembro foi registrado
-1,71%; e outubro, -0,17%. O preço médio da cesta passou de R$ 745,03, em
setembro para R$ 743,75 em outubro.
Outras quedas foram
puxadas pela desaceleração dos preços das proteínas, dentre elas pernil
(-0,94%) e corte dianteiro (-0,93%). As maiores altas foram verificadas no
preço da batata (20,11%), do tomate (6,25%), da cebola (5,86%), da farinha de
mandioca (4,08%), do sabão em pó (2,42%) e do sal (2,28%).
Cestas regionais
Na análise regional
do desempenho das cestas, a região Sul apresentou a maior queda (-0,39%),
passando de R$ 850,00 em setembro para 846,65 em outubro. A região tem a cesta
mais cara do país.
As variações de preços nas demais regiões foram: Sudeste (-0,38%), Centro-Oeste (-0,26%) e Nordeste (-0,09%). Na contramão das quedas, a cesta da região Norte registrou alta de 0,40%. Na região, o valor da cesta passou de R$ 818,05 em setembro para R$ 821,32 em outubro.
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